Segundo o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26), apontou o Amapá como o Estado mais violento do Brasil, pelo quarto ano consecutivo.
Entre 2014 e 2024, o Amapá foi a única unidade da federação com aumento expressivo tanto na taxa (+30,2%) quanto no número absoluto (+41,8%).
Em 2024, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da média nacional, de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. As maiores taxas foram registradas nos seguintes estados:
Amapá: 45,7;
Bahia: 40,9;
Pernambuco: 37,3;
Alagoas: 35,9;
Ceará: 34,3.
Na outra ponta, veja onde foram registrados os menores níveis de violência letal em 2024:
São Paulo: 6,6;
Santa Catarina: 8,1;
Distrito Federal: 10,3;
Minas Gerais: 12,8;
Rio Grande do Sul: 15,2.
Em dez anos, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%
Na série completa de 2014 a 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%.
O Amapá foi o caso mais destoante no período: foi a única unidade da federação com aumento expressivo tanto da taxa de homicídios, de 30,2%, quanto do número absoluto de mortes, de 41,8%. Pernambuco também terminou 2024 com taxa ligeiramente superior à de 2014, alta de 1,1%.
As maiores quedas na taxa de homicídios entre 2014 e 2024 ocorreram no Distrito Federal, com recuo de 66,2%; em Goiás, com 58,4%; em Sergipe, com 54,6%; em São Paulo, com 53,2%; e no Rio Grande do Norte, com 51,6%.