Prisão e liquidação do Banco Master acende alerta sobre R$ 400 milhões da Amprev aplicados na instituição

Prisão e liquidação do Banco Master acende alerta sobre R$ 400 milhões da Amprev aplicados na instituição

Por Jean Bambam
A prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (18), durante a Operação Compliance Zero, acendeu um forte sinal de alerta no Amapá — especialmente entre servidores públicos aposentados e pensionistas. Isso porque a Amapá Previdência (Amprev) tem aproximadamente R$ 400 milhões investidos em títulos financeiros emitidos justamente pelo Banco Master.

Segundo a PF, Vorcaro é investigado por crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa e suposta emissão de títulos de crédito falsos. A operação cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Investimento bilionário, risco elevado

Os R$ 400 milhões aplicados pela Amprev estão em letras financeiras do Banco Master, um tipo de investimento que não tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja: se o banco sofrer intervenção, enfrentar um colapso financeiro ou for liquidado, o dinheiro dos aposentados pode não ser recuperado.

Esses títulos foram adquiridos em meio a uma política de investimentos aprovada pelo Conselho Estadual de Previdência, mas sempre foram considerados de risco e agora, com a prisão do dono da instituição, o cenário se torna ainda mais preocupante.

Sinal amarelo já estava aceso no mercado

Nos últimos meses, o Banco Master vinha sob forte desconfiança de órgãos reguladores e do mercado financeiro. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga suspeitas de supervalorização de ativos no balanço do banco.
Além disso, o Banco Central teria impedido uma tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB), após detectar riscos ligados a ativos considerados “podres” na contabilidade da instituição.

Caso essas suspeitas se confirmem, diversos fundos de previdência pelo país  incluindo a Amprev, podem enfrentar perdas significativas.

Amprev tenta tranquilizar, mas cenário exige atenção

Em reuniões anteriores, o Banco Master apresentou dados e relatórios para tentar tranquilizar o Conselho Estadual de Previdência. A Amprev, por sua vez, afirma que os investimentos vinham pagando bônus semestrais e estariam dentro das regras da política de aplicação do fundo.

Agora, com o avanço da operação da PF, o órgão será pressionado a explicar o nível de risco assumido e, sobretudo, a garantir que os aposentados do Amapá não sejam prejudicados por uma eventual quebra do banco.

Aposentados e servidores esperam respostas

A prisão de Vorcaro não é apenas um capítulo da crônica policial nacional — ela pode ter impacto direto sobre o futuro financeiro de milhares de servidores públicos do Amapá.

Fica a expectativa por esclarecimentos oficiais da Amprev:

Quais medidas serão tomadas após a prisão?

Há risco real de perda do investimento?

O fundo tem plano de contingência caso o Master entre em crise?

O governo do Amapá acompanhará o caso de perto?

Conclusão

A detenção do dono do Banco Master joga ainda mais luz sobre a necessidade de transparência, boa governança e responsabilidade na gestão dos recursos previdenciários do Estado.
Os R$ 400 milhões aplicados pela Amprev , dinheiro dos aposentados exigem vigilância redobrada, especialmente agora que o banco está no centro de uma investigação federal.



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