O advogado, Alberto Alcolumbre, atual presidente da Junta Comercial do Amapá (JUCAP), também conselheiro da Amapá Previdência (AMPREV) e que foi preso em operação da Polícia Militar de São Paulo com R$ 500 mil em mochila, ameaçou de prisão nas redes sociais o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB).
O advogado é irmão do senador, Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente do Senado Federal e líder do denominado "Grupo do Atraso" e adversário político do prefeito de Macapá.
Furlan que ainda não anunciou candidatura ao governo do Amapá, apareceu em todas as pesquisas realizadas, em 2025, como favorito numa eventual disputa contra o atual governador, Clécio Luis (Solidariedade), aliado de Alcolumbre.
A ameaça foi feita num comentário no instragram na matéria publicada pelo jornalista Seles Nafes, aliado do governo Clécio Luís e de Davi Alcolumbre. "Batata do Furlan está assando só na manha. Governador Clécio reeleito em 2026. Furlan sem mandato e preso".
Rayssa Furlan e o senador Lucas Barreto (candidatos ao senado e aliados de Dr. Furlan) também tem alta aceitação popular e podem tirar o mandato o senador Randolfe Rodrigues (PT), aliado do senador Davi Alcolumbre.
Apreensão de R$ 500 mil
A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) apreendeu, no ano de 2022, cerca de R$ 500 mil ligados ao advogado Alberto Samuel Alcolumbre, irmão do senador Davi Alcolumbre (União-AP). O dinheiro estava em duas mochilas e sendo transportado por um homem que se identificou como motorista de aplicativo. Ao se deparar com uma blitz na Zona Norte de São Paulo, o motorista desligou os faróis e deu marcha ré para tentar fugir.
Os policiais desconfiaram do comportamento e abordaram o homem. No porta-malas do carro, foram encontrados R$ 499.970 em espécie. Alberto Alcolumbre estava em outro carro e se apresentou como amigo do motorista.
Segundo Alberto, o dinheiro seria para pagar outro advogado que iria realizar um estudo jurídico. O dinheiro teria origem dos honorários advocatícios de uma causa ganha. Os dois homens foram encaminhados para a delegacia para prestar depoimento. Por conta de divergências na história do motorista, a polícia apreendeu as mochilas e vai investigar o caso, classificado como "apreensão suspeita". Em nota, Alberto Alcolumbre afirmou estar triste e que iria comprovar a licitude do dinheiro.
O senador Davi Alcolumbre informou, por meio de sua assessoria, que tomou conhecimento do caso pela reportagem. O senador afirmou que seu irmão deve explicar do que se trata e que, por ser advogado, o dinheiro encontrado está relacionado com sua atividade advocatícia.