Em nota à imprensa, a empresa Premiun One saiu em defesa da sua atuação junto à Macapá Previdência (Macapaprev) e contestou declarações feitas em coletiva por Samuel Camargo e Renivaldo Costa. O texto afirma que foram divulgadas “informações inverídicas” sobre contratos e os últimos acontecimentos envolvendo o instituto.
Suspensão, não rescisão
Segundo a empresa, causa “estranheza” a afirmação de que haveria rescisão contratual. O que existe, oficialmente, é portaria da atual presidente da Macapaprev determinando a suspensão do contrato por 60 dias — medida juridicamente distinta da rescisão, e que “não podem ser tratadas como equivalentes”.
Parentesco e cronologia
A Premiun One também rebate a menção a suposto conflito de interesses envolvendo a ex-presidente Janayna Ramos, prima em primeiro grau do proprietário da empresa. A nota sustenta que o contrato foi celebrado antes da posse de Janayna na presidência da autarquia, o que “afasta qualquer tentativa de imputar responsabilidade ou irregularidade”.
Forma de contratação
Outro ponto contestado é a forma de contratação. Ao contrário do que foi dito na coletiva, a empresa afirma que não houve dispensa de licitação: a contratação ocorreu por pregão eletrônico realizado no portal BB Licitações, com observância das normas legais aplicáveis.
Ex-presidente não foi afastado
A nota diz ainda que não houve afastamento cautelar do ex-presidente Leivo Rodrigues, como teria sido sugerido. Divulgar esse tipo de informação “sem a devida correspondência com a realidade”, afirma, “contribui apenas para gerar desinformação e insegurança”.
Desequilíbrio financeiro
Sobre as dificuldades financeiras do instituto, a Premiun One lembra que “grande parte do desequilíbrio decorre de sucessivas gestões municipais anteriores que deixaram de realizar os repasses previdenciários devidos”, além de promoverem “diversos reparcelamentos de débitos”.
Investigação
Por fim, a empresa manifesta “plena confiança” no trabalho da Polícia Civil, que conduz as investigações. “A apuração técnica e responsável permitirá esclarecer, com base em provas, o que realmente ocorreu, inclusive se houve efetivamente um roubo ou se os acontecimentos não passam de uma narrativa construída para induzir a opinião pública”, conclui.