Uma pesquisa eleitoral registrada no TSE (AP-00837/2026), sobre a disputa ao Governo do Amapá e ao Senado, já levanta questionamentos antes mesmo da divulgação, prevista para 22 de março.
O levantamento foi contratado por entidade presidida por Carlos Sampaio, ligado ao União Brasil, ao custo de R$ 30 mil, junto à empresa Veritas Planejamento. Apesar de atender às exigências legais, a proximidade política do contratante com lideranças do estado tem gerado dúvidas sobre a neutralidade da pesquisa.
Especialistas apontam que, quando pesquisas são encomendadas por atores inseridos no cenário político analisado, podem surgir questionamentos quanto à metodologia, como escolha da amostra e formulação das perguntas.
Até o momento, não há comprovação de irregularidades. Ainda assim, o caso reforça a importância de avaliar não apenas os números divulgados, mas também quem está por trás dos levantamentos, especialmente em um período pré-eleitoral.