Clécio Luis, mais uma vez, deixa Randolfe Rodrigues no meio do caminho

Clécio Luis, mais uma vez, deixa Randolfe Rodrigues no meio do caminho

A relação entre Clécio e Randolfe não é recente. São quase 30 anos de história política, alianças, projetos comuns e uma confiança construída ao longo do tempo — ou, pelo menos, era assim que Randolfe acreditava.

Em 2020, veio a primeira ruptura explícita. Clécio escolhe apoiar a candidatura de Josiel Alcolumbre, irmão de Davi Alcolumbre, para a Prefeitura de Macapá, e rompe definitivamente com Randolfe. A consequência foi imediata e concreta e todas as indicações de Randolfe foram exoneradas da Prefeitura de Macapá. Não foi ruído político, foi recado claro “estou no projeto de Davi”.

Em 2026, a novela se repete. Randolfe tenta reatar a aliança histórica e convida Clécio para se filiar ao PT, sinalizando um novo “casamento político”, tenta reconstruir a ponte. Mas, mais uma vez, Clécio vira as costas e escolhe o União Brasil, novamente sob a sombra de Davi.

Só que, desta vez, a escolha gera um problema ainda maior.

Ao se alinhar de vez com Davi, Clécio abre espaço para Waldez Góes ganhar força como candidato ao Senado, apoiado diretamente por Davi, o mesmo Davi que, nos bastidores, manda mais no projeto político de Clécio do que o próprio Clécio gostaria de admitir.

O resultado é um efeito dominó previsível e trágico para o Petista. Agora Randolfe enfraquece e perde espaço, enquanto Waldez entra forte na disputa pelo Senado, com o aval de quem realmente controla a engrenagem, o senador Davi Alcolumbre.

No fim das contas, Randolfe segue no papel que o destino político parece insistir em lhe reservar *"a noiva traída da política amapaense".*

Toda vez que o casamento parece próximo, Clécio escolhe outra pessoa para casar. Hoje o escolhido, invariavelmente, atende pelo nome de Davi Alcolumbre.


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