O Ministério Público do Estado do Amapá determinou o arquivamento do inquérito policial instaurado contra o jornalista Jean Augusto Neves de Melo (Jean Bam Bam), reconhecendo a inexistência de justa causa para a persecução penal. A decisão desmonta a tentativa de criminalização da atividade jornalística e reforça o que já era evidente: tratou-se de perseguição política.
Segundo a promoção de arquivamento, não houve provas suficientes que sustentassem os crimes imputados, tampouco elementos mínimos de autoria e materialidade capazes de justificar o prosseguimento do feito. Em linguagem direta, o MP concluiu que a investigação não se sustentava.
O caso revela um uso indevido do aparato estatal para intimidar a imprensa crítica. Ao mirar um jornalista conhecido por cobrar transparência e denunciar irregularidades, o governo de Clécio tentou silenciar vozes incômodas por meio do sistema penal — expediente incompatível com a democracia e com a liberdade de expressão.
A decisão do MP é clara: criticar autoridades não é crime. Transformar reportagens e opiniões em polícia e inquérito é afronta ao Estado de Direito. O arquivamento expõe o desgaste político de quem prefere processar jornalistas a responder com fatos e obras.
O recado institucional é duro e necessário: não há espaço para censura judicializada nem para perseguição a comunicadores. O jornalismo livre venceu; a tentativa de intimidação, fracassou.