Além dos problemas com lixo espalhado, transporte público deficitário, falhas na saúde e atrasos de pagamentos, o prefeito interino Pedro DaLua (União Brasil) deverá deixar as contas da Prefeitura de Macapá desequilibradas para a próxima gestão.
O prefeito Mário Neto (Podemos), que tem previsão de assumir o comando do município, em 4 de maio, deve enfrentar dificuldades para garantir o pagamento dos reajustes concedidos aos servidores públicos municipais. Os aumentos teriam sido aprovados sem estudo prévio de impacto financeiro.
Salários atrasados
Funcionários da empresa Vennon, prestadora de serviços para a prefeitura, relatam estar há dois meses sem receber salários.
“Não dão uma satisfação exata para os funcionários. Quando começamos a cobrar, bloqueiam o grupo. Querem que a gente trabalhe sem receber”, afirmou um trabalhador que pediu para não ser identificado.
Herança administrativa
A atual gestão interina assumiu após o afastamento do ex-prefeito, Dr. Furlan (PSD) e do vice, Mário Neto (Podemos). Desde então, Macapá enfrenta acúmulo de lixo em bairros, queixas sobre superlotação em postos de saúde e reclamações constantes de usuários do transporte coletivo.
O desequilíbrio nas contas públicas pode comprometer o início da gestão de Mário Neto, especialmente na folha de pagamento. Reajustes salariais concedidos sem previsão orçamentária pressionam o caixa da prefeitura e podem travar novos investimentos.