Em apenas 41 dias à frente da Prefeitura de Macapá, o prefeito interino Pedro DaLua (União Brasil) mergulhou a capital em uma sequência de crises administrativas. DaLua é aliado do governador Clécio Luís (União Brasil) e do senador Randolfe Rodrigues (PT).
A crise começou com o atraso de pagamentos de médicos. Depois veio o colapso no recolhimento do lixo domiciliar e o acúmulo de mato alto nos logradouros públicos. Na rede municipal de ensino, crianças foram liberadas mais cedo por falta de merenda escolar.
Transporte parado
Na manhã desta quarta-feira, 15, o caos atingiu o transporte público. Moradores da Zona Norte de Macapá amanheceram sem ônibus devido ao atraso no pagamento dos rodoviários. Apenas 30% da frota estava circulando, segundo relatos de usuários.
“O DaLua pertence ao grupo político que governa o Amapá. Não temos boas referências”_, disse o vereador Ezequias (PSD).
A paralisação agravou a mobilidade na região da capital que concentra mais de 150 mil pessoas, com longas filas nos pontos e lotação nos poucos coletivos em operação. Passageiros relataram atrasos de mais de duas horas para chegar ao trabalho.