Rejeitado pela categoria dos professores, o governador Clécio Luís (Solidariedade) conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) o reajuste de 5,4% para a educação. A votação, conduzida sob críticas de entidades sindicais, aumentou o desgaste com o magistério e tensionou ainda mais a relação com a base da categoria.
Representantes dos docentes afirmam que o índice não recompõe perdas e cobram diálogo efetivo com o governo. Nos bastidores da ALAP, a base governista defendeu o percentual como “o possível” dentro do cenário fiscal; já a oposição apontou falta de negociação e atropelo do debate.
O resultado amplia o impasse com os professores e sinaliza novos embates entre Palácio e categoria nas próximas semanas.
“O Clécio mandou um pacote de leis para ALAP para ser aprovado em algumas horas. Trata o parlamento como um mero cartório carimbador de leis”, repudiou o deputado R. Nelson (Podemos).