O ex-governador Camilo Capiberibe (PT) declarou que deixou 80% das obras do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) concluídas. O governador Clécio Luís (União Brasil) desmentiu a afirmação e disse que recebeu a estrutura com apenas 25% de execução.
O choque de versões recoloca o HCA no centro da disputa política no Amapá. Enquanto Camilo reivindica a maior parte do avanço da obra, Clécio sustenta que a maior parcela foi executada em sua gestão — no entanto, a obra de reforma e ampliação também passou pelo aliado Waldez Góes (PDT) e durou mais de 14 anos.
Além de Clécio, o assessor especial, David Covre, postou vídeo nas redes sociais afirmando que o governador desenterrou mais uma cabeça de burro. “Mais de uma década que ninguém entregava”, afirmou.
A expressão "cabeça de burro enterrada" é uma lenda folclórica brasileira usada para justificar locais onde negócios não prosperam ou projetos dão errado. Simboliza azar e má gestão. "Desenterrá-la" significa superar obstáculos, burocracias ou pessimismo, transformando áreas problemáticas em locais de sucesso.
A divergência reforça a falta de unidade política do Grupo do Atraso que tem também no palanque o ministro da Integração Nacional, Waldez Góes (PDT), o senador Randolfe Rodrigues (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que carregam baixas intenções de votos e alta rejeição.