Por Eduardo Neves
O governador Clécio Luis (Solidariedade), que já rasga folhinha para encerrar o mandato, pode ficar marcado como um dos governadores que não repassou recursos através de convênios para à Prefeitura de Macapá.
Dados do Portal da Transparência revelam repasses do GEA para diversos municípios realizados, em 2024, para realização de limpeza urbana, asfalto e eventos culturais, que somaram mais de R$ 60 milhões. O detalhe é que Macapá, que concentra mais de 60% da população do Estado ficou de fora dos repasses.
Os convênios para limpeza urbana foram assinados entre a Secretaria de Desenvolvimento das Cidades (SDC), com os municípios de Amapá, Santana, Tartarugalzinho, Laranjal do Jari, Cutias do Araguari, Porto Grande e Serra Navio, que totalizaram R$ 38.561.503,78 (Trinta e Oito Milhões, Quinhentos e Sessenta e Um Mil, Quinhentos e Três Reais e Setenta e Seis Centavos).
Para asfalto, os convênios foram assinados entre a SDC e os municípios de Vitória do Jari, Amapá, Tartarugalzinho, Porto Grande e Itaubal, no valor total de R$ 10.851.630,02 (Dez Milhões, Oitocentos e Cinquenta e Um Mil, Seiscentos e Trinta Reais e Dois Centavos).
Para eventos culturais os convênios foram assinados entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e os municípios de Vitória do Jari, Tartarugalzinho, Laranjal do Jari, Santana, Porto Grande e Itaubal. Os valores ultrapassaram R$ 12 milhões.
"O atual governador foi prefeito de Macapá por 8 anos. Conhece cada dificuldade da PMM. Sabe onde falta estrutura, onde a máquina trava, onde a população mais sofre. Se o Estado não tem convênios com a Prefeitura, é por puro cálculo político. Escolheu punir Macapá para servir ao seu projeto de poder", repudiou no X, o deputado estadual, R Nelson Vieira (PL).
A falta de parcerias do governador Clécio com Macapá, foram sentidas nas urnas, em 2024. Enquanto que o prefeito Dr. Furlan (MDB), obteve 85,08% dos votos, o ex-deputado, Paulo Lemos (PSOL), candidato a prefeito apoiado por Clécio, teve apenas 9,8% dos votos. O resultado das eleições na capital mostram que a estratégia do governador está equivocada.
"Mesmo diante do boicote escancarado, o prefeito de Macapá tem enfrentado o problema com seriedade. Não cruzou os braços, não usou desculpas. Foi à luta com os poucos recursos disponíveis. A Prefeitura tem avançado na coleta de lixo, modernizado a gestão de resíduos e enfrentado os gargalos deixados por quem hoje comanda o Estado — e que prefere usar o poder para retaliar", finalizou o parlamentar.