No próximo dia 04 de novembro completa um mês que o governador Clécio Luís (União Brasil) foi derrotado nas urnas pelo ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), com 62,75% dos votos. De lá pra cá, o atual governo reluta em iniciar, de fato, a transição governamental.
A falta de transparência tem preocupado a equipe do governador eleito e acende alerta sobre o que pode ser encontrado a partir de janeiro de 2027.
No dia 06 de outubro, apenas dois dias após a vitória histórica, Dr. Furlan protocolou ofício oficial no Palácio do Setentrião e solicitou a Clécio a instauração imediata do processo de transição governamental, como manda a lei e o bom senso republicano. No entanto, o processo não avançou.
Diante do silêncio, o governador eleito teve que reiterar o pedido no dia 14 de outubro, cobrando novamente o início dos trabalhos.
Após essa segunda movimentação, Clécio sinalizou que iniciaria a transição, mas até o momento - quase um mês depois da derrota - nenhuma informação concreta foi repassada à equipe do novo governo.
Dr. Furlan já designou os responsáveis pela interlocução: Ivo Mello e Diego Santos, além de contatos telefônicos e e-mails pessoais, que já foram oficialmente informados ao governo atual.
A equipe de transição precisa ter acesso a dados vitais como folha de pagamento, contratos, dívidas, convênios, obras em andamento, situação da saúde, educação e segurança pública. Essas informações são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços essenciais para a população.
Nos bastidores, a avaliação é que a demora é proposital. O mesmo grupo que deixou Macapá no caos sob a gestão tampão de Pedro DaLua na capital - com lixões a céu aberto, atraso de salários e greve de ônibus - agora tenta esconder a realidade das contas do Estado.
Enquanto Clécio Luís adia a transição, o Amapá fica no limbo. O governo atual já acabou nas urnas, e o novo governo é impedido de começar a trabalhar.
Transição não é favor. É obrigação legal e respeito ao povo que votou por mudança.