O Amapá amargou mais uma vez o último lugar no Brasil – agora no pilar da Segurança Pública. Segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025 do Centro de Liderança Pública (CLP), o estado ficou em 27º lugar no ranking geral com apenas 24,5 pontos, sendo Pará (25º), Acre (26º) e Amapá (27º) os três piores do país. Em 2026 o cenário se repetiu: Pará 32,81 pts, Acre 24,73 pts e Amapá 24,50 pts em último.
Mas o pior está no detalhe: no pilar de Segurança Pública, que vale 11,3% da nota e é responsabilidade constitucional direta dos estados, o Amapá também é lanterna.
O pilar não mede só homicídio. São 11 indicadores que revelam como as instituições funcionam: Atuação do Sistema de Justiça Criminal, Presos sem Condenação, Déficit de Vagas, Mortes a Esclarecer, Mortalidade no Trânsito, Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito, Segurança Pessoal, Segurança Patrimonial, Qualidade da Informação de Criminalidade, Violência Sexual e Feminicídio.
E o raio-X é devastador para a gestão Clécio Luís:
- Segurança Pessoal: ÚLTIMO LUGAR do Brasil
- Segurança Patrimonial: 26º lugar
- Qualidade da Informação de Criminalidade: 25º lugar
- Déficit de Vagas no sistema prisional: 20º
- Atuação do sistema de justiça criminal: 14º
Em contrapartida, Santa Catarina assumiu a liderança nacional em Segurança Pública em 2026 com 87,06 pontos, mostrando que é possível fazer diferente.
Na prática, o ranking mostra o que o amapaense sente na rua: o estado não consegue garantir o básico – a vida e o patrimônio. O pilar de segurança é considerado pelo CLP o que melhor revela como as instituições de um estado funcionam. E o Amapá reprovou.
Enquanto Rondônia (13º lugar) e Amazonas (17º) avançam e se destacam no Norte, o Amapá afunda. Não é falta de recurso, é falta de gestão.