Acusadas de fraude no protocolo da Câmara Municipal de Macapá avaliam a possibilidade de fazer delação premiada e apontar os mandantes da trama contra o candidato ao governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD).
A informação circula nos bastidores da política amapaense após a 2ª Vara Criminal encaminhar a denúncia à Justiça Eleitoral, onde o Ministério Público do Amapá (MPE/AP, aponta para crime com "fim eleitoral".
Segundo a denúncia, JAMIRA DA SILVA FERREIRA e LANA MICHELE SALGADO MONTEIRO teriam adulterado o livro de protocolo e inserido data falsa no sistema da Câmara.
O objetivo seria forjar uma causa de inelegibilidade contra Antônio Paulo de Oliveira Furlan - Dr. Furlan, registrando a Representação n° 001/2026 como se tivesse sido protocolada em 04/03/2026, um dia antes da renúncia real em 05/03/2026.
O juiz da 2ª Vara Criminal entendeu que havia elementos de crime eleitoral e remeteu o processo para a 2ª Zona Eleitoral de Macapá.
Com o caso agora na Justiça Eleitoral, aumentou a especulação de que as acusadas buscam um acordo de colaboração premiada.
Na prática, em troca de benefícios numa possível pena, elas poderiam entregar quem ordenou e financiou a fraude no protocolo da Casa.
Advogados ouvidos afirmam que a delação é um caminho comum quando há indícios de que o crime não foi praticado de forma isolada e sim para atender interesse de terceiros.